Categoria: Fisioterapia

Fascite plantar em Corredores

A “Fascite Plantar” é comum em pessoas na faixa etária dos 30 aos 50 anos, podendo prejudicar corredores, quando desinformados, levando a dores do calcanhar até a base dos dedos. Essa inflamação é uma das principais lesões em corredores, representando 20% das lesões esportivas.

Confira um relato comum entre esse grupo de lesionados: “Uma dor intensa na planta do pé, na primeira pisada do dia ao levantar da cama, que alivia na posição sentada e piora com a sobrecarga na região”.

Mas o que é Fáscia e Fascite Plantar? A fáscia plantar é uma estrutura de proteção dos músculos, com poder de absorver os impactos e proteger os 26 ossos dos pés. Ela não só sustenta, mas também é presa aos músculos intrínsecos e aos ligamentos do pé. Ao caminhar ou correr, a planta do pé distribui o peso do corpo e absorve os impactos em vários pontos da fáscia, um deles no osso do calcanhar (calcâneo), e as forças de tensão ao longo do músculo da panturrilha preso ao osso, podendo desencadear um processo inflamatório, ou fibrose ou até de degeneração destas fibras faciais.

Daí a denominação de “Fascite Plantar”.

Principais causas da Fascite Plantar:
– Alterações posturais e da pisada;
– Encurtamento dos músculos da panturrilha e diminuição da força dos músculos plantares;
– Obesidade ou súbito aumento de peso;
– Traumas locais;
– Erros de treinamento, aumento com súbita sobrecarga de velocidade, intensidade e duração de treinos e corrida; corrida em aclives e terrenos irregulares;
– Calçados inadequados.

Principais Sintomas
– Dor no primeiro passo ao levantar;
– Dor na palpação debaixo dos pés e ao andar;
– Sola do pé mais rígida, retraída e sensível;
– Interrupção da corrida ou treino devido ao aumento da dor.

O que fazer para prevenir a Fascite Plantar
– Alongar sempre os músculos da panturrilha;
– Alongar a planta do pé;
– Massagear a sola do pé toda com uma bolinha de tênis é uma opção muito interessante.

Dicas:
– Antes de começar a treinar procure um profissional de Educação Física para prestar assessoria e adequar seu treino;
– Realize uma avaliação postural e de pisada com um Fisioterapeuta;
– Aos primeiros sinais de dores na região plantar do pé, procure um profissional adequado para uma completa avaliação e o correto diagnóstico para um tratamento eficaz.

Alceu Nascimento Miranda Junior
CREFITO: 11353 – F

Quiropraxia Convencional x Instrumental

No último final de semana, os fisioterapeutas do Thiago Arias Personal Studio, Alceu Nascimento Miranda Júnior e Luiz Paulo Gomes Rosa Milares promoveram um workshop sobre “Quiropraxia Convencional e Instrumental. Você sabe a diferença??

A quiropraxia convencional é realizada por diversas manobras manuais com velocidade e força, causando “estalos” que podem ser desconfortáveis para o paciente.

Já a técnica de quiropraxia instrumental (TIQ) ou quiropraxia sem “estalos” trata do revolucionário método que proporciona os mesmos resultados e benefícios do método manual, com a vantagem de ser mais confortável e seguro para o paciente.

Várias enfermidades podem ser originadas como consequência de um mau posicionamento das articulações, ocasionados ao longo da vida pelos estresses físicos, emocionais, sobrecargas, esforços, movimentos repetitivos, traumas e toxinas que o corpo é submetido.

Hábitos que deformam a coluna progressivamente e interferem em cada paciente de forma diferente. Agora, você sabe como é feita a mobilização com o TIQ?

Durante a avaliação e o tratamento realizados com o TIQ, o paciente fica confortavelmente deitado e o fisioterapeuta utiliza um instrumento mecânico, com força pré-definida, que emite impulsos específicos para ajustar as vértebras, articulações, músculos ou ligamentos que estão desalinhados ou bloqueados.

Ao receber estes estímulos o corpo desencadeia um processo de reequilíbrio e auto recuperação. A técnica é i indicada para o tratamento das restrições biomecânicas, distúrbios posturais, dores agudas e crônicas, podendo ser aplicado em crianças, adultos e idosos.

Informações dos fisioterapeutas:
Alceu Nascimento Miranda Junior
CREFITO: 11353 – F
Ms. Luiz Paulo Gomes Rosa Milares – Fisioterapeuta
CREFITO-3/200784-F

Ativação do Glúteo Médio

Se você é um atleta, seja profissional ou amador, deve saber a importância da força muscular dos membros inferiores no seu desempenho durante a corrida.

Mas, sempre devemos fazer os seguintes questionamentos: você tem dado atenção aos principais músculos estabilizadores? Você tem trabalhado a ativação do glúteo médio? Ou só pensado na ativação dos músculos da coxa?

Pesquisas recentes demonstram a importância do glúteo médio como principal responsável pela estabilização e alinhamento das articulações do joelho e quadril, especialmente em corredores.

Também é considerado importante no auxílio na prevenção das principais doenças do atleta, tais como a síndrome da banda iliotibial e a condromalacia patelar. Todavia, a não ativação desta musculatura pode gerar, em casos mais extremos, uma pior postura da corrida, tendinites e inflamação da bursa (bursite).

Em uma pesquisa brasileira (Fukuda et al., 2009) avaliou a importância do fortalecimento dos músculos do quadril (músculos abdutores e rotadores do quadril) no tratamento da dor anterior do joelho. O mesmo observou que o fortalecimento da musculatura estabilizadora de quadril foi eficaz para melhorar a dor no joelho e a função da articulação.

Com isso, mais uma vez, verificamos a eficácia da fisioterapia preventiva nos corredores, pois uma avaliação biomecânica da corrida pode nos mostrar déficits em músculos específicos como o glúteo médio, evitando assim, maiores alterações e/ou lesões que podem vir a acontecer com os corredores.

Ms. Luiz Paulo Gomes Rosa Milares – Fisioterapeuta
CREFITO-3/200784-F

Dores no Joelho

Diversas são as causas dos relatos de dores nos joelhos, não importando a idade nem sexo. Crianças, jovens, adultos e idosos geralmente chegam ao fisioterapeuta para tratamento com a queixa de dores no local. Fazendo uma breve correlação, as crianças são acometidas, geralmente, na fase do estirão de crescimento, onde a relação músculo-osso não está equilibrada. Nos jovens a causa, via de regra, acontece pela prática excessiva de atividade física (esportes) ou a falta do mesmo, enquanto nos adultos o problema maior está relacionado ao sobrepeso e/ou a falta de atividade e nos idosos por causa da inatividade e do desgaste da cartilagem articular.

Como reparamos, várias são as causas apresentadas acima e podemos ainda relatar outras como: alterações na postura, realizar atividades físicas sem orientação de profissional capacitado, alteração de pisada e/ou uso de calçados inadequados e ficar muito tempo em uma posição só. Todavia, o maior vilão das dores nos joelhos é realmente a fraqueza da musculatura de sustentação dos mesmos. A falta de cuidado, além do processo de envelhecimento natural, pode provocar as alterações nos joelhos desencadeando dores nessa região, ficando mais propensa a lesões, torções e
desgastes.

DICAS PREVENTIVAS:
– Realize uma Avaliação Postural para verificar se você tem alguma alteração significativa que leva a um desequilíbrio muscular – procure um Fisioterapeuta;
– Faça uma Avaliação Física para verificar suas reais condições – procure um Educador Físico;
– Tenha o hábito de realizar exercícios regulares e sob orientação de profissional capacitado para manter um equilíbrio da musculatura, ajudando na sustentação de todo o esqueleto,
diminuindo assim as chances do aparecimento de dores;
– Use um calçado adequado. Na dúvida, procure uma avaliação para saber seu tipo de pisada – procure um Fisioterapeuta;
– Mantenha seu peso ideal, através de uma dieta saudável e atividade – procure um Nutricionista;

Alceu Nascimento Miranda Junior
CREFITO: 11353 – F